Ferramenta Ajude um Repórter: Como Pode Ajudar na Criação de Conteúdo

Ferramenta Ajude um Repórter: Como Pode Ajudar na Criação de Conteúdo

Vamos lá, a situação é a seguinte, você definiu seu nicho, adequou sua estratégia de link building, otimizou seu site, afinou sua escrita e, portanto, conseguiu atrair muitos leitores. O resultado é: seu blog ou site está todo bonitão.

Agora, você quer manter e ampliar essa audiência e, para isso, você sabe que precisa deixar sua página sempre atualizada com conteúdo novo e interessante, certo?

É justamente aí que reside o problema. Chega uma hora em que a criatividade parece se esgotar e já não é tão fácil pensar em assuntos ou temas que seriam pautas interessantes para seus leitores, não é mesmo?

Ler, ler, ler e reler. Essa é a chave para a solução.

Pronto: assuntos, temas e pautas definidas, chega o momento de escrever. Neste ponto, às vezes, é preciso recorrer a uma fonte externa para dar mais peso ao texto, um especialista em robótica, por exemplo. O que também pode ser um problema, já que não é fácil encontrar boas fontes. Quer dizer, não era. Agora existe o “Ajude um repórter”, que pode ser a solução e uma mão na roda para criar conteúdo relevante na web.

Vejamos como e quando ele pode ser útil para blogueiros, jornalistas e web writers de modo geral.

Ajude um repórter – Será que ajuda mesmo?

O que é

O “Ajude um Repórter” é uma rede social que pretende facilitar a aproximação de jornalistas e suas fontes, culminando, portanto, na criação de conteúdos mais relevantes. Grandes mídias já aderiram à novidade, como O Globo, Veja, SBT, Gazeta do Povo, O Estado de São Paulo, CBN, Band, Terra, Rede Globo e Agência Estado, por exemplo.

Embora o “repórter” figure no nome, a plataforma pode ser usada por produtores de conteúdo – incluído aí blogueiros, estudantes de jornalismo e jornalistas (com e sem diploma).

Outro termo importante para entender como funciona o site é o “ajude” que consta no nome. Na era dos relacionamentos, e baseado na força da “multidão”, o site foi criado graças à arrecadação via crowdsourcing. Essa palavra que, pode parecer estranha, já não é mais novidade na internet e, de maneira bem simplificada, pode ser entendida como: colaboração em massa. É o relacionamento dando as caras, novamente.

O idealizador do projeto é Gustavo Carneiro, relações públicas, que inspirado em iniciativas “gringas” começou com uma conta no Twitter para difundir sua ideia.

Como funciona

O site tem um funcionamento básico. Para o cadastro, como fonte, basta informar o e-mail. Já para os jornalistas, é necessário vincular uma das redes sociais, Twitter, Facebook ou Linked In.

A vinculação de uma das redes sociais pode parecer um incômodo para quem não quer “conectar” suas relações profissionais com as pessoais. Entretanto, ela é necessária para averiguar a idoneidade do jornalista. Além disso, as informações visíveis para as fontes são definidas pelo proprietário da conta. Mas será que isso importa, realmente? Existe uma maneira completa e absoluta para se definir o que separa – ou une – o profissional do pessoal?

Após o cadastro como jornalista, é possível enviar pedidos para fontes, delimitando o tema, a especialidade, a região e o prazo. O método é simples e é uma excelente maneira de encontrar especialistas e personagens para ilustrar posts, matérias ou mesmo pesquisas.

Sendo, portanto, talvez um dos meios mais fáceis de enriquecer o conteúdo. Isso porque um texto falando sobre a importância do sexo na terceira idade será mais contundente se houver a fala de um psicólogo ou especialista em geriatria, por exemplo, não é mesmo?

A “Revolução das Fontes e a produção de conteúdo”

A internet mudou o jornalismo e transformou a maneira como se (re)produz a informação. Manuel Carlos Chaparro cita o surgimento do fenômeno como “A Revolução das fontes”, que diz respeito à capacidade destas interferirem no processo jornalístico, produzir acontecimentos e, em suma, gerar conteúdos.

O que corrobora a opinião de Leandro Fortes que, durante I Encontro Mundial de Blogueiros, alertou para a importância do leitor, ou seja, das fontes, para a criação do conteúdo, destacando a não-passividade na recepção, já que quem lê também pode ser um criador – melhor seria dizer co-produtor. Assim, predomina a ideia de que qualquer pessoa pode criar conteúdo. E de fato pode, mas criar conteúdo relevante ou com um grau crítico mais apurado ainda é um desafio.

Aqui está a chave da questão: para um conteúdo relevante é imprescindível uma fonte adequada e confiável. É claro que, às vezes, a fonte não é tão acessível, aí reside a importância de um projeto, como o Ajude um Repórter, que facilita esse acesso.

Enfatizando a questão do relacionamento, o site é bastante proveitoso para as fontes, sobretudo para as empresas. É possível “entregar” o que o jornalista procura, gerando assim, de certa forma, publicidade grátis. Por exemplo, uma empresa especializada em Ecotoxicologia pode encontrar uma forma de ter seu trabalho conhecido graças a uma matéria em que se fale dos os riscos e efeitos provocados no ecossistema devido à presença de poluentes.

Assim, ajudando as partes “construtoras” envolvidas diretamente no processo, o ARPO é uma ferramenta extremamente útil para a criação de conteúdo com relevância, que, de acordo com o dicionário, significa também importância. Vale lembrar que as ferramentas e as tecnologias não são por si só más ou boas, elas são o uso que fazemos delas.

PS.: Isso não é tudo, pessoal. Realizamos um entrevista com o criador do “Ajude um repórter”. Confira aqui, neste mesmo canal, na sexta-feira, dia 09/12/2011.

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