Cases de Empresas em Redes Sociais

Cases de Empresas em Redes Sociais

É cada vez maior o número de pessoas que adere às mídias sociais, um espaço democrático onde se pode exibir gostos e desgostos e tornar-se formador e seguidor de opiniões. Atentas às inúmeras possibilidades e ao potencial de mercado que as redes sociais oferecem, muitas empresas também inseriram-se nesse meio e algumas com grande êxito.

Nesse post você encontrará exemplos de sucesso de perfis institucionais e também dados sobre a participação de empresas brasileiras nas redes sociais.

Empresas brasileiras e internacionais em Redes sociais

Starbucks:
A empresa foi considerada a empresa mais engajada na internet no ano de 2009. Esse empenho, combinado ao fato de ser uma lovemark, rendeu mais de 15 milhões de seguidores para a página de fãs do Facebook e o título de marca com maior quantidade de menções no Twitter também em 2009:

Top 3 empresas mais mencionadas no Twitter em 2009:Starbucks, Google e BBC

Starbucks ultrapassou o Google em quantidade de menções no Twitter em 2009, segundo pesquisa realizada pela Revolution Magazine

A receita do sucesso? Segundo Alexandra Wheeler, Diretora Digital da Starbucks, é que não se trata de marketing e sim de relacionamento. Por isso usam uma abordagem que propicia aos usuários a experiência de dividirem suas ideias e de votarem nas melhores para serem colocadas em prática.

Ford:
Além da empresa estar presente em diversas redes sociais, resolveu criar um canal interativo dentro do próprio site, onde os visitantes podem escrever sobre a relação com seus carros, postar comentários, enviar fotos, vídeos, checar o canal no Twitter da Ford, YouTube, entre outros.

As participações da empresa em outras redes sociais também têm sido inovadoras:

– Em julho de 2010 a montadora lançou o Ford Explorer na página de fãs de Facebook criada para o modelo, que conta com vídeos, fotos e um tour pelo novo carro. Na época do lançamento 49mil fãs seguiam a página;

– A última novidade da montadora é simplesmente um carro que posta mensagens no Twitter. Hein? Pos é, o modelo Fiesta, apelidado de AJ (“American Journey 2.0”), utiliza um app chamado “Auto”matic Blog, que pesquisa em todos os dados disponíveis do carro, como localização, velocidade, aceleração, freios, pára-brisas, GPS e direção, sempre de maneira relacionada com outras informações colhidas ao vivo na Internet. Assim o carro cria e envia mensagens como “Está ficando muito escuro; é hora de ligar as luzes” para a rede.

Carro da Ford que posta mensagens no Twitter

Carro da Ford que posta mensagens no Twitter

A receita do sucesso? Fazer com que o cliente sinta-se valorizado por haver consumido o produto, afirma o Diretor de Mídias Sociais da Ford, Scott Monty. Ele também faz com que cada campanha da marca seja feita especificamente para o público-alvo.

Tecnisa:
A construtora e incorporadora brasileira conta com canais no Youtube, Linkdin, Facebook, Flickr, Twitter, entre outros. Além disso, possui um blog institucional, o primeiro do setor imobiliário no país.
Assim como a Ford, inovou ao fechar a venda de um imóvel de alto padrão em seu canal no Twitter – o que gerou grande buzz off e online.

Tecnisa anuncia venda de imóvel no valor de R$500 mil via canal no Twitter.

Tecnisa anuncia venda de imóvel via canal no Twitter.

A receita do sucesso? Incorporar marketing online ás demais estratégias de marketing da empresa. Explorar a internet não só como mídia, mas como veículo de comunicação com o público final e aceitar que ela pode ser uma ferramenta transacional.

Redes sociais no Brasil

Apesar da maioria dos casos de sucesso ainda serem internacionais, o exemplo da Tecnisa mostra que as empresas brasileiras também estão presentes em redes sociais e tentando desvendar os segredos para o sucesso dessas ações.

Uma pesquisa com empresas nacionais, desenvolvida em maio de 2010, traz dados sobre o Brasil:

• 70% dos entrevistados, dos quais 84% eram empresas nacionais,
afirmam utilizar as mídias sociais e/ou monitorá-las;
• Atividades focadas em marketing representam 83%, enquanto que ações que se baseiam em relacionamento são de apenas 17%
• Os dois objetivos mais apontados para a utilização das mídias sociais são: melhorar a reputação da marca e gerar mais marketing boca-a-boca;
• Os três obstáculos mais apontados são: falta de tempo para gerenciar os canais criados, dificuldade de fazer com que as pessoas
participem e falta de conhecimento em sua gestão.

Esses dados mostram uma controvérsia: ao mesmo tempo que a maioria das empresas reconhece o valor das mídias digitais, também apontam como principais dificuldades a falta de tempo e conhecimento sobre o assunto. Ou seja, grande parte das empresas nacionais ainda não conta com uma equipe encarregada (ou pelo menos um profissional) para lidar com as mídias sociais. Quem sabe logo esse cenário não muda, hein?

Esse artigo contou com a colaboração de Manuela Sanches.

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